Minha mente vai me mostrar, as vezes vejo o que ninguém vê. Estou aqui e também do lado de lá, quem já foi pode entender. Não sigo ninguém, no meu escritório não há pedestais, não termino o que começo. Somos todos seres humanos, errantes, hipócritas e mentirosos, por que devemos idolatrar aqueles que são feitos de carne e osso como nós?
Não sei preferir algo ou alguém, não há primeiro lugar no meu jogo, os vencedores são momentâneos e não amo nada que seja material. Admito, admiro o que é bom ou não, o inteligente e o que não possui lógica. Sem idolos e algo fixo, gosto do instável e avulso, sinto vontade pelo o que é difícil de ser tocado.
Minha mente me engana, me mostra, me deixa pensar o que bem entendo e nem se preocupa em me censurar. Explicações são boas, mas nem sempre necessárias. Vivo em mundos confusos e cruzados entre o que penso e o que vejo, entre a imaginação e a realidade. O que sabemos sobre a verdade? Surpreendo-me, então o que posso saber sobre o resto se nem sei de mim? Olho tudo com cautela, observo atentamente, me interesso por aquilo que ninguém se interessa, gosto dos detalhes.
Agora nada me prende, apenas sufoca.
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