
De nossos pecados, lembrei-me de todas as vezes em que erramos, das vezes que caímos e nos julgamos. Mas isso é quase uma vaga lembrança que trivializa os meus pensamentos, o que me recordo mesmo é das vezes que acertamos, que levantamos e nos perdoamos. Você me dizia que não era errado, mas também não era certo, retornando ao meu paradoxo. Quantas vezes escostastes o seu nariz no meu para que pudéssemos nos respirar? É como se eu pudesse enxergar o que existe através do ar.
Não vale a pena lembrar de coisas que nos apodrecem, não vale a pena errar, nem apontar isso. Quantas vezes o meu silêncio pedia para que você me torrasse a paciência, que você chamasse a minha tenção, quantas vezes?
Quis que você colasse em mim, que fizesse de mim uma insana! Que me surpreendesse e me mostrasse que nunca vou acertar em nada sobre você. Que me abrisse os olhos pro mundo, que me enxergasse como ninguém. E por sinal, sem que eu dissesse nada, foi o que você fez.
E quando restar apenas nós, exijo que o seu pecado seja o mesmo que o meu, porque talvez você entenda o que quero dizer.
Exijo que pequemos juntos, para que eu possa me lembrar que será apenas eu e você, o meu veneno, seu vício, nosso pecado.
modificado http://moonv.blogspot.com/2009/02/pecados.html
0 Dê sua opinião:
Postar um comentário