Há quem diga que deve-se cultivar tempo para encontrar mais de um refúgio na vida. Que é preciso buscar outras saídas, outros lugares, outros braços, para ter paz. Eu não sei é verdade, mas tenho buscado mesmo sem saber. Ainda resta uma pequena esperança se ser auto-suficiente, de chegar em casa e não pensar nos olhos dele. Há quem ache covardia tentar fugir. Mas eu nunca neguei ser covarde. E foi a covardia que me ensinou a amar, a falta de coragem de largar tudo, de me desapegar, de gostar dos lugares e me desprender das pessoas. Mas não suportei quando vi os olhos castanhos. Juro que já tentei, mas sempre que me perco, volto atrás. É que são convincentes demais, até mesmo quando mentem, porque todo mundo sabe que essa coisa de que os olhos não mentem nem sempre é verdade. Mas foi pela mentiras sinceras que eu fiquei.
Eu tentei ir embora enquanto ele dormia profundamente, até me levantei, mas acabei no banheiro e pela covardia, voltei.
0 Dê sua opinião:
Postar um comentário