"Hugo, meu querido.
Chega vai. Pega tuas coisas, não esquece tuas canecas, agora elas só servem pra esfriar meu café. Vai, sem delongas, faço questão de esquecer tuas demagogias, vai sem culpa. Eu é quem devia pedir desculpas, porque no final das contas, acabei te usando só pro meu prazer. Assim com você também fez. Então estamos quites. Assim estamos conversados. Não é raiva, eu juro. É apenas a paciência que já acabou, essa ladainha toda cansa demais a alma da gente. Os mesmos erros, o mesmo tempero, todo mundo um dia precisa mudar de rumo pra ver se consegue ver o sol nascer de um outro ângulo.
Então vai sem medo, meu amor, vai ser feliz. Que eu não sei te amar, então deixa as contas, eu me viro pra pagar. Vai, que eu não sei te aceitar, então devolve minha chave e leva as canecas pra nunca mais voltar.
E vê se te cuida, que eu nunca soube te cuidar."
Com descuido,
Liza
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