É uma sensação estranha. Não saber o que dizer, o que fazer, como seguir. Não saber.
Está muito escuro lá fora e estou cansada, mas não consigo ir dormir. O silêncio é realmente prazeroso!
É uma sensação que não me abandona. Começa pelos dedos dos pés, sobe devagar pelas pernas, quadril, me fere o estômago e se divide, passando pelos seios, braços, pescoço, dá a volta em minhas costas, incomoda minha boca, meus olhos, fere minha mente e finalmente desliza sobre os fios de cabelo. Pra depois de tudo me deixar vazia.
É uma sensação que dói. Se compara àquela que se sente quando você se entrega demais ou quando cai, simplesmente te confunde todos os sentimentos e te isola da realidade.
Estar rodeada de pessoas, de sorrisos. Tudo parece tão mais simples quando o sol brilha lá fora, mas continuo a mesma. Estar cheia de abraços e beijos, de corpos e apreços, mas não saber o que lhe pertence, não saber onde deveria apoiar.
Sentir que está livre e ser escrava ao mesmo tempo. Sentir e saber que não lhe convém dizer.
É uma sensação que me encobre. Ver que você é igual a todo mundo e que na verdade só está tentando fingir, fingir pra ser livre, pra ser bom, pra ser.
Sensação que me faz concluir que não importa por quanto tempo tente ser bom, você não consegue esconder a pessoa má que há dentro de você.
Waiting in the dark for miracles...
Há 14 anos

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