Retospectiva 2010

Eu sei que isso é bem clichê, mas cá estou para registrar resumidamente o meu ano de 2010.

Mudança, o ano começou com mudanças drásticas, me mudei para Brasília, tudo novo. Terceiro ano no colegial, gente nova, amigos novos, ruas novas, começou com muitas novidades e muitas lágrimas também.
Recomeço, com tudo novo agora eu poderia recomeçar muitas coisas, confirmar outras e consertar muita coisa em mim mesma.
Conhecimento, estudei mais, estudei na escola, estudei as pessoas que eu conhecia, estudei a mim mesma. Revi alguns conceitos, procurei mais por mim e sobre meus planos. Conheci pessoas novas, conheci as pessoas que estavam comigo à anos, conheci os desconhecidos, conheci mais os que moravam comigo, conheci aqueles que eu abandonei, conheci eu mesma.
Planejamento, fiz mil e um planos, em um lugar novo tudo tinha mudado, principalmente em questões profissionais, confirmei alguns planos, mudei alguns detalhes, refiz e reformei minha mente.
Valorização, aprendi a valorizar mais algumas pessoas, a valorizar as amizades antigas e as que eu estava começando. E isso tudo me levou a mudar o meu jeito de ver e levar a vida, o meu jeito de me relacionar com as pessoas.
Emoções, foi o ano mais emocionante da minha vida! No começo me emocionei ao me mudar, deixar de conviver com as mesmas pessoas -- que eu amo tanto -- e isso me entristeceu muito. Depois me emocionei ao conhecer tantas pessoas diferentes e novas, ao perceber o quanto eu tinha me tornado importante para algumas pessoas sem que ao menos eu percebesse. Foi quando eu oficializei meu namoro e foi no mesmo ano que o mesmo acabou. Um ano onde os sentimentos vieram à tona, mil problemas, mil soluções, instabilidade constante, confusão, solução, tristeza, alegria, saudade, entre outros.
Descobertas, descobri mais sobre mim, sobre minhas meninas, sobre minha mãe, meu irmão, minha família. Descobri que não importa quanto tempo você conheça alguém ela sempre será capaz de te surpreender da forma mais inesperada possível. Descobri que amizade verdadeira não tem distância, as pessoas não são perfeitas e nem todo mundo te quer mal.
Aprendizagem, aprendi a amar mais, esperar menos das pessoas, confiar menos, confiar mais. Aprendi que quando eu cair eu jamais estarei sozinha. Aprendi que tudo tem um propósito e que é muito mais fácil quando deixamos Deus dirigir nossas vidas.

Eu sei que esse post está bem grande e que nem todos vão lê-lo, mas quem se interessa por mim, pela minha vida ou quer apenas ver através dos meus olhos o meu momento nostálgico, lerá tudo isso. Mas penso que esse post é pra mim e não pra vocês. Não espero que 2011 seja melhor ou pior, espero apenas que eu consiga realizar meus planos e caso eu não conseguir, que eu pelo menos tenha paciência para não desistir.
Quero agradecer à todos que entraram na minha vida antes ou durante do ano de 2010. Quero agradecer também aos que me fizeram cair, aos que saíram da minha vida, aos que me fizeram chorar, aos que me fizeram rir, aos que não me abandonaram, aos que foram embora, aos que ficaram ao meu lado, vocês foram essenciais para me tornarem o que sou hoje.
Quero agradecer à Deus por ter me protegido, me perdoado e permanecido sempre ao meu lado.
Obrigado à você que acompanha meu blog sempre, quase sempre ou raramente.

E uma última palavra: não desista.

A arte de enjoar

Enjoo facilmente das coisas e das pessoas. É algo involuntário. Gente que convive demais comigo acaba percebendo -- ou não.
A arte de enjoar de algo ou de alguém e se desfazer como se não fosse muito importante ou não tivesse sido, sem ao menos consideração. Faço isso quase sempre, mas sempre volto para as mesmas coisas e para as mesmas pessoas algum dia -- claro, se os mesmos tiveram a capacidade de me marcar.
Gente que me marca me intimida. Já falei sobre os medos aqui, é desagradável mas faz parte de mim.
Gente que me marca e vai embora, me marca, vai embora, volta, volta de novo e vai e volta.
Deles eu me enjoo mas sinto falta, sinto falta de enjoar e no final vejo que na verdade eu os queria sempre por perto. Os queria ao meu lado, mas a minha instabilidade nos trazia a esse tipo de situação desagradável. Tão desagradável a ponto de eu começar a achar normal.
Me marca. Me cansa. Eu enjoo. Eu fico. Se vão. Sinto Falta. Voltam ou se vão definitivamente.
Sou um poço de coisas novas.

SOBRE SENTIMENTOS ACUMULADOS

Quando me deparo com as incertezas é quando percebo que não é tão difícil assim deixar de amar, aparentemente. As vezes a gente acorda pensando em agir diferente, pensar diferente, mas tudo que conseguimos é mais uma noite sem dormir, pensando em como seria. Isto só não basta. Sempre existem muitos sentimentos que devem ser organizados dentro do nosso coração e nem sempre é fácil colocá-los em ordem. Tenho sentido tanta coisa e ao mesmo tempo nada. Existem sentimentos que nos prendem ao abstrato, ao que não sabemos se realmente existe, mas que sentimos com tanta intensidade que é difícil arrancar isto do peito. Sentimentos acumulados tendem a crescer dentro de nós por mais que tentamos ignorar a sua existência. Nada cansa mais do que guardar sentimentos que dentro de nós imploram para serem libertados. Hoje eu pretendo acordar com a esperança de me sentir mais livre. Por mais que, a cada dia, eu só tenha encontrado lágrimas. 


http://sinta-o-amor.blogspot.com/2010/12/sobre-sentimentos-acumulados.html

Casa vazia


Está um dia tão bonito lá fora e me deparo com você sentado no sofá, descalço. Estou com olheiras e estou de camisola tom rosa pouco atraente, paro pra reparar em nossos cabelos desarrumados, estamos descalços e você acha isso lindo.
Você olha pra mim e me propõe um sorriso tímido, devolvo-o de modo recíproco. Tão simples e tão espiritual.
Vejo você se mover, levantando-se e vindo em minha direção. Desvio o olhar. Você vem e me abraça, quando vejo já estou em seus braços, estamos cheirando a nós mesmos, é quando te beijo.
A cena parecia durar horas, dias.. 

De repente você me solta e anda em direção ao quarto, me sinto incapacitada de te seguir. Você se arruma, se ajeita, respira fundo, demora e eu ainda estou ali, encostada na parede fria.
Você toma suas coisas e logo está olhando pra mim, tento me enganar, você diz que me ama e me beija na testa. Logo estamos parados nos olhando,  há tanta seriedade e me contenho para não chorar.
Respiramos tão devagar e tão juntos que parecia até combinado.
Eu tomo sua mão como se fosse o único meio de te implorar para não ir embora, você a aperta mas logo solta como se fosse o único meio de me dizer que chegamos ao fim. Mas eu sorrio e você também. Você anda em direção a porta e quando a atravessa, para. Para e olha pro chão. Esperei por olhar pra mim, mas não. Eu não sai do lugar. 
Você continua e quando menos percebo ouço o som do portão se fechando.
Não sei pra onde continuo olhando, não sei por onde recomeçar.
Não existem lágrimas. Sem arrependimentos. Só imagens.
Você me disse que nunca, nunca esqueceria essas imagens, não. 
Cumpra apenas essa promessa porque agora a casa está completamente vazia.
Vazia. 
A casa está vazia.
A cama está vazia.
Eu estou.
Estou vazia.

Quando troco os corpos de lugar

São apenas fios de cabelos suados. Suspiros e sorrisos, só por mais alguns minutos.
Eu troquei os corpos de lugar, mas de modo impressionante você conseguiu permanecer. Juro que tentei não encontrá-lo naquele momento, mas você insiste demais.
Agora me sento e me agarro nos braços dele para uma conversa um pouco mais íntima sobre você.
Um pouco mais de escuridão e eu peço pra que satisfaçam meu ego. Ofereço meus braços, meu colo e meus cabelos só para experimento básico, só para dizer que confio um pouco mais. Mas então você entra e me vê neste estado. Eu não tenho explicações, apenas o silêncio. Agora você pode ir porque eu não sinto mais remorso, prefiro ficar com o vazio.
E quando acreditei estar livre por trocar os corpos de lugar, percebi que lembrei de seus dedos enrugados enquanto conversávamos debaixo do chuveiro.
Agora o chão está seco.

Extraído


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Pingos nos "is"

"foi mal" não é desculpa, "valeu" não é obrigada e "eu também" não é eu te amo.

Post informal I

Amanhã vou viajar pra São Paulo. Estou muito feliz, mesmo e acho que isso merece um post!
Tem muita gente falando que eu não avisei, então tá avisado. Vou embora dia 12 de janeiro.
Meu natal será perfeito.
Meu ano novo será perfeito.
E sei que terei o desfecho que mereço.
A foto? Bom, homenagem às garotas, que eu não vejo a tanto tempo.
Feliz natal e feliz ano novo galera!

Eu sou uma farsa

Ultimamente estou com medo de escrever. Me sinto vigiada por todos, todos esperando qualquer deslize meu. Aqui eles podem encontrar o que procuram.
Mas a todos eu tenho algo a dizer: eu sou uma farsa. Apenas isso.
Doa a quem doer, mas dói muito mais em mim! Não é algo que eu queira, mas é algo muito mais cômodo. Natural. Natural que eu molde a mente deles.
Eu vivo uma mentira e espero verdade dos outros, sabendo que sou incapaz de confiar, mas esperando o tempo todo que confiem em mim.
Me sinto sem estrutura quando percebo tudo isso. Vivo procurando respostas sendo que nunca fui clara o suficiente. Esperando que corram atrás de mim sendo que não faço questão de ninguém. Esperando que ponham a mão no fogo por mim sendo que eu jamais faria o mesmo.
Por estar sempre desconfiada eu prefiro mentir. É mais fácil mentir. Mas acreditem, dói assumir essa verdade.

Para todas as mil rosas existiram mil mentiras.
Para todos os mil beijos existiram mil farsas.
Meu amor foi baseado no que eu queria ser.
Mas eles sabem que deveriam permanecer comigo.
Ele sabe que deveria estar aqui.

Desgosto

É muito pedir só mais um pouco de luz?
É muito implorar sinceridade?
Sua falta de palavras me faz ter desgosto de você.

Admiração I

Admiro quem tenha coragem de escrever tudo o que está sentindo, nas palavras mais brutas e sinceras.
Admiro quem tenha coragem de ser verdadeiramente transparente, desabafar ao público que mal te conhece.
Admiro e acho errado, mas admiro.
Não consigo confiar, não consigo ter coragem, é muito pra mim! Mas admiro quem coloque tudo a perder por um pouco mais de sinceridade.

Um vislumbre do fim.

Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.


Clarice Lispector.

Quando não existem respostas.

Se soubesse quem sou, não seria daqui, deste mundo, deste plano, desta vida. Não teria tantas dúvidas, medos e culpas. Nem faria planos para o futuro. Se soubesse quem sou, apenas seria e ponto. Aproveitaria cada momento fazendo tudo aquilo que gosto. Sem ânsias, preocupações, ou mesmo pressa. Se soubesse quem sou, dispensaria descrições. E não ousaria tanto num mundo desconhecido. Seria uma gota de certeza num mar de dúvidas. A prova determinística de uma aleatoriedade limitada. Se soubesse quem sou, não haveria tantos pontos de partida, tantos sonhos, tanta liberdade. Talvez não tivesse me apaixonado novamente, não contaria minhas idéias, nem desejaria salvar o mundo. Mas o fato é que não sei quem sou, de onde venho ou mesmo porque estou aqui. Vivo em meio a descobertas que me proporcionam, a cada dia, um novo caminho. Uma nova vida que se regenera a cada instante, sem jamais permanecer igual. O não saber quem sou, propulsiona o desejo de me redescobrir a cada amanhecer. Um dia menina, outro mulher. Em meio a ciência, sonhos e vida real. Em busca de razão, equilíbrio, felicidade, respostas. Um ser só. Só aprendendo a ser. É como cantam os Engenheiros do Hawaii: "Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual. (...) Se eu soubesse antes o que sei agora, iria embora antes do final". Hoje sei muito do pouco que sou, embora saiba que nunca saberei tudo. Mesmo assim, posso dizer que, aos trancos e barrancos, me tornei a mulher que eu sempre quis ser. Hoje eu sou essa mulher, e tenho orgulho de ser.


http://caixinhadelicada.blogspot.com/2010/12/quando-nao-existem-respostas.html

Sensação

É uma sensação estranha. Não saber o que dizer, o que fazer, como seguir. Não saber.
Está muito escuro lá fora e estou cansada, mas não consigo ir dormir. O silêncio é realmente prazeroso!
É uma sensação que não me abandona. Começa pelos dedos dos pés, sobe devagar pelas pernas, quadril, me fere o estômago e se divide, passando pelos seios, braços, pescoço, dá a volta em minhas costas, incomoda minha boca, meus olhos, fere minha mente e finalmente desliza sobre os fios de cabelo. Pra depois de tudo me deixar vazia.
É uma sensação que dói. Se compara àquela que se sente quando você se entrega demais ou quando cai, simplesmente te confunde todos os sentimentos e te isola da realidade.
Estar rodeada de pessoas, de sorrisos. Tudo parece tão mais simples quando o sol brilha lá fora, mas continuo a mesma. Estar cheia de abraços e beijos, de corpos e apreços, mas não saber o que lhe pertence, não saber onde deveria apoiar.
Sentir que está livre e ser escrava ao mesmo tempo. Sentir e saber que não lhe convém dizer.
É uma sensação que me encobre. Ver que você é igual a todo mundo e que na verdade só está tentando fingir, fingir pra ser livre, pra ser bom, pra ser.
Sensação que me faz concluir que  não importa por quanto tempo tente ser bom, você não consegue esconder a pessoa má que há dentro de você.

A cena de se apegar e desapegar num dia qualquer

Eu andava rápido, mas estava em câmera lenta para aquele rapaz. Continuei em frente, olhando para o infinito, distraída, enquanto para ele o meu olhar lhe pertencia.
Foi quando parei sob a luz do sol enquanto tudo estava correndo, passando em frente do meu corpo limitado de movimentos apressados. Carros, pessoas, era um dia qualquer.
Mas para ele só eu estava ali, iluminada pelos raios de sol, foi como me vi. E sem perceber levei minhas mãos aos meus cabelos escuros e finos, como sempre faço. O sinal abriu, me ergui. Segui em frente. Foi o último ato ele me olhar como se implorasse para que eu não fosse embora.
Fingi minha distração e sorri, era inevitável continuar séria. Mas isso foi o mínimo para fazê-lo andar mais devagar.

Ele era só mais um estranho.
E eu só mais uma distraída, perdida.
A cena de se apegar e desapegar por alguns segundos, só para você esquecer daqui alguns minutos e encantar. Encantar e ir embora.
Ir embora e esquecer.
Esquecer.

Fotografia


É só pra registrar a foto.
Ela descreve tudo por si mesma.

Tangerine - Led Zeppelin


Tangerine

Measuring a summer's day
I only finds it slips away to grey
The hours, they bring me pain

Tangerine, Tangerine
Living reflection from a dream
I was her love, she was my queen
And now a thousand years between

Thinking how it used to be
Does she still remember times like these?
To think of us again and I do

Tangerine, Tangerine
Living reflection from a dream
I was her love, she was my queen
And now a thousand years between

Tangerina

Medido um dia de verão
Eu apenas concluo que ele escorrega para cinza,
As horas, elas me trazem dor

Tangerina, Tangerina
Reflexão viva de um sonho;
Eu era o seu amor, ela era minha rainha
E agora mil anos se passaram.

Pensando em como era antes
Ela ainda se recorda de tempos como estes?
Para pensar novamente em nós? E eu me lembro.

Tangerina, Tangerina
Reflexão viva de um sonho;
Eu era o seu amor, ela era minha rainha
E agora mil anos se passaram.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Cativar quer dizer conquistar e requer responsabilidade. Responsabilidade por um amor, por um amigo, pelo talento que possuímos e pelo que conquistamos em nossa carreira profissional e pessoal.

Seja responsável pelas suas conquistas. Valorize-se. Cuide do que você cativou.


Retirado do blog http://aomenosemsonhos.blogspot.com/