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O amor é coisa burra. Tão estúpido e ingênuo quanto aquele que ama. Falar de amor é tão clichê. Falar que falar de amor é tão clichê também é clichê. E já se tornou clichê eu tentar fugir do amor, já que toda vez que penso ter conseguido ele aparece devorando tudo, bagunçando a sala, derrubando os livros, quebrando a xícara que tava cheia de café. Café pra aguentar os dias de inquietação, de ansiedade, das noites mal dormidas por não saber (nunca) o que fazer. Mas aí ele vem e tira tudo do lugar, todo meu esforço pra manter a ordem vai ao chão. Que quando ele chega e traz a desordem, o deixo esperando na sala, brigo com ele, não ofereço café, choro, esperneio, digo mil coisas horríveis pra ver se ele se sente mal. Mas aí, aí o amor simplesmente abre um sorriso, daqueles bem bonitos e faz brilhar os olhos e então, pobre de mim, não consigo mandá-lo embora.
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