O que não se compra


E eu que me apegava à coisas como celular, computador, roupas, cabelo...
Foi só conhecer o céu inteiro numa noite e no amanhecer que tudo mudou. O momento que nem fotografia explica.
O ar tão puro que eu podia sentir você. Ao deitar na areia e sentir a imensidão dos grãos que se prendem à pele e eu deixo de me importar se vai sujar minha roupa, se vai ficar no meu cabelo, se vai grudar em mim.
E olho pra imensidão do céu, eram tantas estrelas, um clarão, me senti tão pequena e capaz de estar lá, lá em cima no infinito, me tornar uma delas. Fechei os olhos. Você estava lá. E logo quando os abri o céu começou a clarear, me sentei e observei todo o ritual que o céu faz pra deixar o sol nascer. Todas as cores que se transformam em segundos, o mar que acompanha no vai-e-vem, a paz.
E eu que me importei tanto com o que é material.
Nada se compara ao que não se pode comprar.
Foi quando você arrumou qualquer desculpa pra encostar em mim, mas havia areia em suas mãos.
E o silêncio trouxe todas as palavras que não queríamos dizer.
Mas toda a explicação estava naquele momento.

Todas as fotos são de minha autoria.

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